terça-feira, 2 de agosto de 2011

CRÔNICAS DO DIA-A-DIA

Igualdade para todos

Ao chegar em Cunha tive a oportunidade de conhecer uma senhora, ou mais especificamente uma vizinha, que tem feito um trabalho voluntário com crianças carentes. Ela tinha trabalhado a sua vida inteira na área da educação. Assim, quando ela mudou para Cunha, viu a necessidade de começar um projeto que tem como objetivo de tirar as crianças da rua e educá-las. Após alguns meses nesta cidade decidi ajudar a minha vizinha em seu trabalho, que qualifico como muito importante para uma cidade como  Cunha.
Semanas se passaram e eu comecei a me interessar pelo assunto da desigualdade humana, por isso inicei as pesquisas, e encontrei um livro chamado “Atlas des inigalités” que descrevia as desigualdades da nossa sociedade. Esse livro relata fatos que nunca poderíamos imaginar: como a existência de 70 milhões de crianças que não vão para a escola, e que 16% dos adultos não sabem ler e nem escrever. A obra mostra de maneira clara que se a população não for alfabetizada, não há como desenvolver o país.
Algumas informações do livro são bem conhecidas, mas muitas delas não são conhecidas como o fato de que na América do Sul há mais de um milhão de crianças que trabalham em produção de minerais, na Índia, centenas de milhares de crianças são usadas como escravas por grandes empresários, e que na África, as crianças representam mais de um terço da mão-de-obra. A grande maioria dessas pessoas nunca foram à escola e nunca irão. Dentro do Brasil, esquecemos que o comportamento machista é uma atitude negativa para o país, pois mulheres têm a mesma ou até mais capacidade de trabalhar, mas não têm a mesma oportunidade de se desenvolver em uma sociedade como a nossa.
Ao longo da minha leitura percebi que o mundo estava com um grande problema e que participamos dessa desigualdade todas as vezes que consumimos. Agora, o trabalho voluntário que faço com as crianças é valorizado pela minha própria pessoa, pois tenho consciência de que nem todos tiveram as mesmas oportunidades e que elas precisam de ajuda, assim como a nossa sociedade precisa de ajuda. Estou certo de que muitas pessoas como eu, não podem ler nem escrever pois, infelizmente poucos se preocupam com eles. Mas sempre podemos melhorar e por isso que continuo a minha ação voluntária.

Thomas Garon da Silva
8º ano B

Um comentário:

  1. Muito interessante essa sua experiencia!! Espero que tenha aproveitado bastante!!!

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